1.8.18

AÍ ESTÁ A NOSSA VOLTA

ETAPAS



EQUIPAS

20 NOMES A DESTACAR
Raul Alarcon, Gustavo Veloso, Byron Guama, Rafael Reis, Joni Brandão, Alejandro Marque, Rinaldo Nocentini, Ricardo Mestre, Rui Vinhas, Vicente de Mateos, Luís Mendonça, David de La Fuente, Sérgio Paulinho, Edgar Pinto, Domingos Gonçalves, Daniel Silva, João Benta, António Barbio, Filipe Cardoso e António Carvalho


PALMARÉS


PEDAÇOS DE HISTÓRIA

30.7.18

UM VENCEDOR JUSTO NUM TOUR SEM CHAMA

Caiu o pano sobre mais uma edição do Tour, a qual consagrou um vencedor inédito, mas justo.
Não foi um grande Tour. Terá sido dos mais insípidos da última década, com um traçado infeliz, e equipas pouco imaginativas e pouco acutilantes.
Geraint Thomas foi o mais regular numa prova em que as grandes figuras não mostraram estar ao melhor nível. Froome e Dumoulin sentiram o Giro nas suas pernas, Bardet e Quintana apareceram sem ritmo, Nibali, Uran e Porte, em resultado de quedas, cedo ficaram fora da corrida.
Na incerteza sobre a participação de Froome, a Sky preparou convenientemente o galês para o caso de ter de tomar as rédeas da equipa em França. Com Froome em prova, durante algum tempo pensou-se que, mais tarde ou mais cedo o tetra-vencedor iria assumir a liderança da equipa e da corrida. Mas percebeu-se, sobretudo nas etapas dos Pirenéus, que Froome não recuperara totalmente o fôlego depois da vitória épica em Itália. Além de que, Geraint Thomas, como excelente contra-relogista, estaria sempre em boa posição para suportar o assalto final das oposições - leia-se, Dumoulin.
O resultado mostra que a aposta da Sky acertou em cheio. Caso tivesse gastado a bala Thomas, a equipa britânica ficaria à mercê de um Dumoulin cansado mas bastante resistente. 
Geraint Thomas deixa assim, aos 32 anos, o seu nome inscrito na história da prova gaulesa. Com todo o mérito, acrescente-se.
Sinal mais também para Primoz Roglic, que não fora um contra-relógio final um tanto decepcionante e poderia ter chegado a uma fantástica segunda posição (ficou-se por um também brilhante quarto posto). Destaques positivos igualmente para Alaphilippe (rei da montanha) e Sagan (mais uma camisola verde), bem como para Gaviria e Groenenwegen (com duas etapas cada), numa prova que foi madrasta para os sprinters, deixando-os quase todos arredados demasiado cedo.
No lote de desilusões figuram Quintana e Bardet (esperava-se muito mais de ambos), e também Kittel e Cavendish (que passaram quase anónimos pelas estradas do Tour 2018).
Que 2019 seja mais animado.


23.7.18

PARA ADORMECER

Do pior.
Nem as duas etapas alpinas disfarçam a total sensaboria desta edição do Tour. Infelizmente é uma tendência que se tem acentuado, sobretudo desde 2012 (anos Sky), mas talvez nunca, como este ano, as coisas tenham chegado ao ponto em que estão.
Não culpemos as equipas, que fazem o seu trabalho com o maior profissionalismo, de modo a defender os seus interesses. Cabia à organização, ela sim, estimular o espectáculo.
No ano anterior, a quase ausência de chegadas em alto até nem correu mal. Mas nesta edição não podia estar a correr pior. E, pensando bem, era natural que assim fosse. Chegados à última semana, quase nada aconteceu, e as etapas de sábado e domingo foram confrangedoras.
Sabemos que é difícil desenhar um traçado para uma prova como o Tour de France, obedecendo necessariamente a critérios desportivos, geográficos, económicos etc. Mas se a componente desportiva não for privilegiada, em breve as audiências irão ressentir-se, até porque Giro e Vuelta têm mostrado outra vitalidade.
Veremos o que dita o futuro (desde logo o desta própria edição). Esperemos que Thierry Gouvenou não venha a ser um dia responsabilizado pela decadência da prova francesa.

20.7.18

EU SHOW THOMAS

As duas últimas etapas alpinas trouxeram o espectáculo que até então andava totalmente arredado desta edição da Volta a França. E um protagonista destacou-se: o galês Geraint Thomas, duplo vencedor da Volta ao Algarve, e agora duplo triunfador dos Alpes, que começa a dar mostras de poder desafiar Chris Froome no interior da própria Sky.
Será interessante perceber até onde vai a aposta de Nicolas Portal neste seu pupilo, e até onde vai a tolerância de Froome para com esta espécie de "sublevação"" do seu lugar-tenente.
No Alpe d'Huez, Thomas teve comportamento irrepreensível na ajuda ao líder, mas acabou por mostrar estar mais forte no momento da chegada.
Até agora só falei da Sky? Pois é. A esquadria britânica tem dominado totalmente o pelotão.
Derrotados? Para já a Movistar, que tem hesitado entre proteger um Quintana totalmente fora de forma e apostar num Landa com muito mais frescura. 
Dumoulin continua na luta, tal como Bardet, e Nibali foi infelizmente para casa, na sequência de uma estranha queda montanha acima. 
Mas ninguém, a não ser Thomas, tem mostrado argumentos para dominar totalmente uma corrida como esta.

16.7.18

POUCO OU NADA PARA DIZER

Após uma primeira semana totalmente insípida, pouco ou nada haverá a dizer sobre o Tour 2018. Até a etapa de Roubaix, que prometia espectáculo, pouco mexeu na classificação, se exceptuarmos a desistência de Richie Porte, após queda nos quilómetros iniciais.
Tudo o resto tem sido enfadonho e previsível. Gaviria e Groenewegen têm dividido os sprints, com Kittel e Cavendish quase sempre fora de discussão. As únicas diferenças na Classificação Geral foram dadas pela queda do primeiro dia, e pelo contra-relógio colectivo do terceiro.
Depois de uma edição com pouca montanha, com pouca incerteza quanto ao vencedor final, mas ainda assim viva e entusiasmante, a organização desta vez decidiu abusar. Apenas três chegadas em alto ao longa das três semanas, etapas planas aos sábados e domingos, e um percurso monocórdico prometem muito mais sono do que espectáculo. E, como dissemos acima, nem o empedrado de Roubaix deu para grande coisa.
Veremos o que trazem os Alpes. Mas temo, francamente, que este Tour venha a ser para esquecer. O percurso é mau, as estrelas não parecem estar em grande forma, e as equipas mostram-se sem vontade de arriscar.

6.7.18

TOP 10 FAVORITOS


CHRIS FROOME

NAIRO QUINTANA

TOM DUMOULIN

ROMAIN BARDET

VINCENZO NIBALI

RICHIE PORTE

RIGOBERTO URAN

ALEJANDRO VALVERDE

ADAM YATES

ILNUR ZAKARIN

4.7.18

AÍ ESTÁ O TOUR



PERCURSO


ETAPAS



EQUIPAS


HISTÓRICO - todos os top 10

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RECORDAR 2017

28.5.18

CONTAS FINAIS



UM, DOIS, TRÊS, FROOME OUTRA VEZ

Foi à campeão que o britânico conquistou a sua terceira grande volta consecutiva.
Uma etapa deslumbrante (porventura a melhor corrida ciclista da última década), com passagem pelo Colle delle Finestre e chegada a Bardonechia, foi suficiente para Froome trepar até à primeira posição, e deixar todos os rivais para longe. Enfim, todos menos um, pois Dumoulin ainda deu luta até ao dia seguinte.
Froome atacou no início da subida para Finestre, a mais de 80 km da meta, e já ninguém lhe pôs a vista em cima. Deixou o holandês a mais de 3 minutos, enquanto o anterior camisola rosa, Simon Yates - que tinha dominado toda a prova até então - passava por um dia mau, chegando à meta com quase 40 minutos de atraso, e hipotecando todas as chances de triunfar em Roma.
Logo aí Chris Froome vestiu a camisola da liderança. E no dia seguinte apenas necessitou de gerir a sua vantagem, em momento algum se vendo ameaçado por quem quer que fosse.
Depois do Tour e da Vuelta, Froome ganha a sua terceira volta consecutiva, alcançando assim um registo só ao nível das grandes lendas da modalidade. Veremos o que sucede com o processo que tem pendente, esperando e fazendo votos para que não venha a ser necessário reescrever toda esta história.

22.5.18

FESTIVAL YATES

Três etapas e meia, e liderança destacada, parecem ser sinais de que o Giro de 2018 terá um nome bem definido. Simon Yates tem ainda um contra-relógio com que se debater, mas à entrada da última semana começa a ser difícil tirar-lhe a camisola rosa.


14.5.18

UM GIRO SEM SAL

A primeira semana do Giro trouxe-nos pouco espectáculo.
Etapas monótonas, estrelas fora de forma, poucas ou nenhumas revelações.
Apenas sinais de que Froome e Aru dificilmente conquistarão a prova, e de que a Scott, de Yates e Chaves, parece ser a equipa mais forte, enquanto Dumoulin parece aguardar pelo contra-relógio
Veremos o que acontece nas duas e decisivas semanas que se seguem.

2.5.18

IL GIRO


PERCURSO
ETAPAS

EQUIPAS

PALMARÉS

RECORDAR 2017

23.4.18

VENCEDORES 2018 - atualização


E TUDO JUNGELS LEVOU

Tem sido um padrão: ataque de longe, no grupo de favoritos ficam a olhar uns para os outros com receio não se sabe bem de quê, e o fugitivo acaba por se distanciar e ganhar.
Desta vez foi Bob Jungels, como havia sido Nibali em San Remo, Terpstra em Flandres e Sagan em Roubaix. 
E assim a Quick Step mostrou uma vez mais a sua força, que reside em apresentar-se com várias cartas passíveis de jogar. Ora Gilbert, ora Terpstra, ora Stybar, ora Alaphilippe, ora Lampaert. Agora Jungels.
Valgren, na Amstel, e justamente Alaphilippe na Fleche, completaram o trio de vencedores da semana das Ardenas.
Agora, venha o Giro!

13.4.18

ARDENAS - últimos anos


NOTA: Impressionantes os 9 triunfos de Valverde na Fléche e em Liége.

10.4.18

A MORTE DESCEU À ESTRADA

É impossível escrever o que quer que seja sobre o Paris-Roubaix de 2018, ignorando o que aconteceu com o jovem Michael Goolerts – que encontrou a morte aos 23 anos numa curva maldita.
Infelizmente, o Ciclismo continua a trazer momentos dramáticos como este. Os capacetes evitam muita coisa, mas esta não deixa de ser uma modalidade perigosa, e que hoje em dia coloca mais problemas aos competidores do que os próprios desportos motorizados.
Michael Goolerts tinha uma carreira pela frente. Era um bom contra-relogista e um prometedor ciclista de “clássicas”. Morreu a fazer o que mais gostava.
Neste contexto, a prova fica para segundo plano. Peter Sagan venceu, com um ataque à distância (a mais de 50 kms da meta), se bem que só na linha de chegada se livrou do persistente e surpreendente Silvan Dillier. O suíço resistiu da principal fuga do dia, e manteve-se na roda do campeão do mundo ao longo dos últimos troços de pavé. Conseguiu um brilhante segundo lugar, enquanto o pódio viria a ser fechado por Niki Terpstra (que voltou a evidenciar excelente forma).
Foi a primeira vitória de Sagan em Roubaix, e o seu segundo “monumento”, depois da vitória na Flandres de 2017.

5.4.18

PARIS-ROUBAIX 2018




Será que o "Inferno do Norte" vai consagrar a Quick Step? Será que Sagan conseguirá a sua primeira vitória nesta "Clássica"? Será que Van Avermat consegue bisar?
Todas estas perguntas terão resposta no próximo domingo, no velódromo de Roubaix, quando terminar a 116ª edição daquela que é, porventura, a mais mítica corrida velocipédica de um dia.
A transmissão da Eurosport começa logo às 10.00h da manhã, e estende-se até meio da tarde. Um regalo para quem gosta de ciclismo. Esperamos que a corrida corresponda em termos de espectáculo e emoção. 
Favoritos? Os de sempre: Sagan, Van Avermat e, sobretudo, a armada da Quick Step, com Gilbert, Terpstra e Stybar. 
Outsiders: Kristoff, Degenkolb, Demare, Stuyven, Naesen, Vandenbergh, Trentin, Moscon, Langeveld,  Boasson Hagen, Thomas e Vanmarcke.
Ones to watch: Cortina, Van Aert e Pedersen.


PERCURSO





 EQUIPAS




HISTÓRIA
Tudo começou assim, em 1896:

O primeiro vencedor: Josef Fischer

Os mais ganhadores de sempre: De Vlaeminck 4, Boonen 4, Merckx 3, Museeuw 3, Cancellara 3, Moser 3, Van Looy 3, Lapize 3 e Rebry 3
Todos os vencedores:

Últimos anos:
 2012
 2013
2014
 2015
2016

2017


RECORDAR 2017