11.10.17

TUBARÃO DA LOMBARDIA

Com enorme categoria, Vincenzo Nibali venceu o último "Monumento" da temporada, abrilhantando ainda mais uma carreira à qual já pouco falta. Alaphilippe e Moscon completaram o pódio, numa prova viva como o Giro da Lombardia costuma ser.

26.9.17

O QUE AINDA FALTA

Agenda televisiva da Eurosport (transmissão do Tour de Guangxi ainda por confirmar).
Muito ciclismo para ver nas próximas três semanas.

MUNDIAIS - Todas as Medalhas

Consideradas as provas de elite masculinas (estrada+contra relógio)

25.9.17

TODOS OS PÓDIOS DO SÉCULO XXI


















PALMARÉS - Campeonatos do Mundo (Elites Masculinos)

ESTRADA - EM LINHA

CONTRA-RELÓGIO INDIVIDUAL

RESULTADOS FINAIS - BERGEN 2017

 TODOS OS VENCEDORES
QUADRO DE MEDALHAS

3AGAN !!!


Sem grande surpresa, Peter Sagan fez hat-trick em Bergen, tornando-se o primeiro ciclista a vencer três Mundiais consecutivos.
O que talvez não se esperasse foi a discrição com que o eslovaco fez toda a corrida, aparecendo apenas nos últimos 500 metros - quando realmente era importante aparecer.
A dada altura do sprint final pareceu possível que Kristoff, a jogar em casa, pudesse estragar as contas a Sagan. Mas este acabou por impor a sua força, ganhando por muito pouco.
O terceiro lugar, e o bronze correspondente ficou para Michael Matthews, numa prova que, pela dureza das subidas não parecia talhada para um sprint.
Com apenas 27 anos, Sagan ameaça quebrar vários recordes, nesta e noutras competições, sendo já um ícone do ciclismo internacional.
Rui Costa foi o melhor português, integrando o grupo da frente, mas não alcançando mais do que um 19º lugar.

21.9.17

O HOLANDÊS VOADOR

Vitória esmagadora de Dumoulin no Contra-Relógio de Bergen. 
É, hoje, claramente o rei desta disciplina, e se o Tour de 2018 tiver mais kms de prova individual, o holandês vai ser um osso muito duro de roer para Froome.
Nota para a extraordinária prestação de Nélson Oliveira, que ficou a 7 segundos da medalha de bronze, naquela que foi a melhor classificação de sempre de um português nas provas de elite.

20.9.17

MUNDIAIS 2017


AGENDA

FAVORITOS CRI m: Dumoulin, Froome, Roglic, Kwiatkovski, Dennis, Martin, Kiryenka e Bodnar
FAVORITOS EST m: Sagan, Van Avermat, Matthews, Hagen, Gilbert, Degenkolb, Kristoff e Alaphilippe

11.9.17

CALENDÁRIO 2017 - o que ainda falta correr


VENCEDORES 2017 - actualização


VUELTA 2017 - Um pequeno balanço

Este foi talvez o melhor ano de grandes voltas que tivemos de há muito tempo para cá. Giro, Tour e Vuelta foram provas entusiasmantes, que deixaram saudades.
De entre todas, a Vuelta terá sido a melhor, e muito graças a um irrequieto Alberto Contador, que dia após dia foi animando a estrada, mexendo com o pelotão, e dando a sensação de que poderia andar por cá durante mais uns anos.

Froome venceu, como se esperava, alcançando uma dobradinha que não se via desde Marco Pantani (então Tour e Giro). Controlou toda a corrida, e nem Nibali, nem os outros rivais o conseguiram jamais colocar em risco. Fica a dúvida sobre o que seria esta prova se Contador não tem perdido tanto tempo em Andorra:  Um duelo inesquecível? Ou a Sky não teria permitido tanta animação? Nunca se saberá.
Para além de Contador e Froome, outros destaques da Vuelta (cujo traçado correspondeu inteiramente à sua identidade) foram Matteo Trentin, com 4 vitórias de etapa, e Ilnur Zakarin que alcançou o primeiro pódio da sua carreira em grandes voltas.
Pela negativa, esperar-se-ia mais de Fábio Aru, bem como do nosso compatriota Rui Costa. Toda a Orica esteve mal, com Cheves e os gémeos Yates a ficarem fora do top 10.

7.9.17

VUELTA 2017 - Contador dá espectáculo

Jamais se saberá o que teria sido esta Vuelta caso Alberto Contador não tivesse tido as dores de estômago que o afectaram em Andorra. O que é certo é que "El Pistolero", ficando logo aí com uma desvantagem considerável nas contas da classificação geral, encetou uma recuperação notável - a qual, com seis top-10 nas últimas 8 etapas lhe valeu trepar, lugar após lugar, até à 5ª posição, ainda com esperanças no pódio de Madrid.
Com ataques sucessivos em quase todas as subidas, de quase todos os dias, Contador (o grande animador da prova) bem merecia uma vitória de etapa. E  podia ter sido em Los Machucos, não fora um surpreendente Denifl estragar-lhe as contas. Resta porventura o Anglirú, para que saia do ciclismo pela porta maior, sendo que o seu desempenho nesta Vuelta já atingiu o grau de dignidade que a sua carreira justificava..
Lá na frente, Froome continua com vantagem confortável, pese embora os sinais de fragilidade dados nesta última subida. Nibali está à espreita, mas 1,16 parece ainda demasiado tempo para poder alimentar o sonho de um triunfo.

28.8.17

VUELTA 2017 - Froome mostra quem manda

Na linha das edições anteriores, a Vuelta de 2017 não está a desiludir os fãs. Sobretudo nos finais de etapa tem havido emoção, e alguma incerteza. Porém, já deu para perceber que há um favorito que se destaca claramente: tal como no Tour, Chris Froome parece não deixar grandes esperanças à concorrência.
Nas principais subidas já ultrapassadas, só Chaves, e a espaços Contador, se mostraram à altura do britânico. Acontece que Chaves tem o problema do contra-relógio por disputar, e El Pistolero traz um triste handicap de dois minutos e meio perdidos em Andorra. Logo...
Veremos o que ditam os próximos dias, com montanha com fartura.

23.8.17

VUELTA 2017 - um primeiro olhar

Com apenas quatro dias de prova (dois sprints, um contra-relógio colectivo e uma etapa de montanha sem chegada em alto) é prematuro avançar com qualquer balanço objectivo.
As diferenças na frente são curtas, e ainda não se pode falar em favoritismo claro para ninguém, nem mesmo para o líder, Chris Froome.
O único dado relevante destes primeiros dias é a hecatombe de Contador em Andorra (mais uma...), que cedo o retirou das contas da geral. De resto, todos os restantes candidatos (além de Froome, também Nibali, Aru, Bardet, Chaves, irmãos Yates, Kelderman, Zakarin, Van Garderen e Barguil) estão no top 15, separados por menos de 1,30 entre eles.
A única etapa que permitiu tirar conclusões (justamente a de Andorra) mostrou Froome, Chaves, Bardet e Aru muito bem. Paradoxalmente, quem ficou para trás na subida acabou por recuperar e vencer a tirada (Nibali).
Quanto aos sprints, sem Sagan, Cavendish, Kittel, Greipel, Matthews, Kristoff, Groenewegen, Boasson Hagen, Demare, Bouhanni, Nizzolo ou Viviani, a Quick Step tem aproveitado para se impor. Primeiro num excelente trabalho colectivo que possibilitou a vitória de Lampaert. Depois com Trentin a vencer em Tarragona.

21.8.17

VUELTA 2017 - Antevisão


ETAPAS

 EQUIPAS

PALMARÉS

FAVORITOS

26.7.17

AGENDA

Não sabemos se todas estas provas terão transmissão televisiva. Mas a maioria delas será seguramente transmitida pela Eurosport.
Ainda temos três meses de ciclismo para desfrutar.

VENCEDORES 2017 (actualização)


24.7.17

UM OLHAR SOBRE O TOUR 2017

Os saudosistas do passado dirão que este Tour desiludiu, que não houve grandes diferenças entre favoritos, que os ataques escassearam, e que a Sky dominou mais uma vez sem resistências. Até podem ter razão, pois tudo isso foi, de facto, uma realidade. Mas num olhar mais pragmático, que leve em linha de conta o que é o ciclismo moderno, há que reconhecer que estas três semanas foram muito bem passadas.
Ataques como os da época de Merckx, por vezes em linha recta, sem equipas organizadas a defender, não mais voltarão a ver-se nas estradas francesas ou europeias. Os amantes da modalidade têm de se habituar a estes novos tempos, onde a táctica colectiva se sobrepõe, na maioria das vezes, à aventura individual, onde tudo é calculado ao milímetro, onde a tecnologia e a ciência imperam.
Para além desse pragmatismo, há que perceber que as forças já estão levadas ao limite, e a energia nem sempre (quase nunca…) sobra. Bardet fez o que pôde, e não tinha mais nada para dar. Quintana veio esgotado do Giro. Contador está na trajectória descendente da sua carreira. A partir de dada altura também Aru ficou sem pernas. Porte caiu. E tudo isto facilitou a vida da Sky e de Christopher Froome.
O britânico é o melhor e o mais regular. Ninguém ganha quatro Tours por acaso. E se o tivessem deixado (a equipa em 2012, e as quedas em 2014) já levava seis. Noutros anos terá sido mais espectacular, mas não deixou de ser eficaz, numa prova cujo traçado não favorecia significativas diferenças de tempo.
Para além de Froome, outros se destacaram. Nomes como Uran, Kittel, Mathews, Barguil ou Landa deixaram marca na competição. Cada um nos seus momentos, e pelos seus motivos, mostraram que se pode contar com eles. O basco até pareceu poder ir mais além, caso não tivesse de controlar os seus ímpetos na protecção ao chefe.
As etapas da primeira abordagem alpina e dos Pirenéus foram fantásticas. Do melhor que o ciclismo profissional nos ofereceu na última década. Já os Alpes da última semana desiludiram um pouco, criando uma espécie de anti-climax naquilo que estava a ser um verdadeiro regalo para os fãs. O balanço geral é, porém, bastante positivo, com muitos ingredientes interessantes, e muita esperança no futuro próximo.
Depois de um grande Giro, de um grande Tour, resta-nos esfregar as mãos e esperar pela Vuelta.

SINAL +  Froome, Sky, AG2R, Uran, Bardet, Kittel, Matthews, Barguil, Landa, traçado, público, segurança, Pirenéus, Sunweb, etapa de Chambery, Hagen, Dan Martin, Bodnar, paisagens, Yates, meninas do pódio e comentadores Eurosport

SINAL -  Quintana, Movistar, Contador, quedas, BMC, Katusha, atitude de Sagan, Bouhani, Galibier, pouca gente em Marselha, Chaves, Greipel, etapas em linha repetitivas, equipas convidadas, João Pedro Mendonça e Flecha

AS MELHORES IMAGENS DO TOUR 2017