20.7.18

EU SHOW THOMAS

As duas últimas etapas alpinas trouxeram o espectáculo que até então andava totalmente arredado desta edição da Volta a França. E um protagonista destacou-se: o galês Geraint Thomas, duplo vencedor da Volta ao Algarve, e agora duplo triunfador dos Alpes, que começa a dar mostras de poder desafiar Chris Froome no interior da própria Sky.
Será interessante perceber até onde vai a aposta de Nicolas Portal neste seu pupilo, e até onde vai a tolerância de Froome para com esta espécie de "sublevação"" do seu lugar-tenente.
No Alpe d'Huez, Thomas teve comportamento irrepreensível na ajuda ao líder, mas acabou por mostrar estar mais forte no momento da chegada.
Até agora só falei da Sky? Pois é. A esquadria britânica tem dominado totalmente o pelotão.
Derrotados? Para já a Movistar, que tem hesitado entre proteger um Quintana totalmente fora de forma e apostar num Landa com muito mais frescura. 
Dumoulin continua na luta, tal como Bardet, e Nibali foi infelizmente para casa, na sequência de uma estranha queda montanha acima. 
Mas ninguém, a não ser Thomas, tem mostrado argumentos para dominar totalmente uma corrida como esta.

16.7.18

POUCO OU NADA PARA DIZER

Após uma primeira semana totalmente insípida, pouco ou nada haverá a dizer sobre o Tour 2018. Até a etapa de Roubaix, que prometia espectáculo, pouco mexeu na classificação, se exceptuarmos a desistência de Richie Porte, após queda nos quilómetros iniciais.
Tudo o resto tem sido enfadonho e previsível. Gaviria e Groenewegen têm dividido os sprints, com Kittel e Cavendish quase sempre fora de discussão. As únicas diferenças na Classificação Geral foram dadas pela queda do primeiro dia, e pelo contra-relógio colectivo do terceiro.
Depois de uma edição com pouca montanha, com pouca incerteza quanto ao vencedor final, mas ainda assim viva e entusiasmante, a organização desta vez decidiu abusar. Apenas três chegadas em alto ao longa das três semanas, etapas planas aos sábados e domingos, e um percurso monocórdico prometem muito mais sono do que espectáculo. E, como dissemos acima, nem o empedrado de Roubaix deu para grande coisa.
Veremos o que trazem os Alpes. Mas temo, francamente, que este Tour venha a ser para esquecer. O percurso é mau, as estrelas não parecem estar em grande forma, e as equipas mostram-se sem vontade de arriscar.

6.7.18

TOP 10 FAVORITOS


CHRIS FROOME

NAIRO QUINTANA

TOM DUMOULIN

ROMAIN BARDET

VINCENZO NIBALI

RICHIE PORTE

RIGOBERTO URAN

ALEJANDRO VALVERDE

ADAM YATES

ILNUR ZAKARIN

4.7.18

AÍ ESTÁ O TOUR



PERCURSO


ETAPAS



EQUIPAS


HISTÓRICO - todos os top 10

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RECORDAR 2017

28.5.18

CONTAS FINAIS



UM, DOIS, TRÊS, FROOME OUTRA VEZ

Foi à campeão que o britânico conquistou a sua terceira grande volta consecutiva.
Uma etapa deslumbrante (porventura a melhor corrida ciclista da última década), com passagem pelo Colle delle Finestre e chegada a Bardonechia, foi suficiente para Froome trepar até à primeira posição, e deixar todos os rivais para longe. Enfim, todos menos um, pois Dumoulin ainda deu luta até ao dia seguinte.
Froome atacou no início da subida para Finestre, a mais de 80 km da meta, e já ninguém lhe pôs a vista em cima. Deixou o holandês a mais de 3 minutos, enquanto o anterior camisola rosa, Simon Yates - que tinha dominado toda a prova até então - passava por um dia mau, chegando à meta com quase 40 minutos de atraso, e hipotecando todas as chances de triunfar em Roma.
Logo aí Chris Froome vestiu a camisola da liderança. E no dia seguinte apenas necessitou de gerir a sua vantagem, em momento algum se vendo ameaçado por quem quer que fosse.
Depois do Tour e da Vuelta, Froome ganha a sua terceira volta consecutiva, alcançando assim um registo só ao nível das grandes lendas da modalidade. Veremos o que sucede com o processo que tem pendente, esperando e fazendo votos para que não venha a ser necessário reescrever toda esta história.

22.5.18

FESTIVAL YATES

Três etapas e meia, e liderança destacada, parecem ser sinais de que o Giro de 2018 terá um nome bem definido. Simon Yates tem ainda um contra-relógio com que se debater, mas à entrada da última semana começa a ser difícil tirar-lhe a camisola rosa.


14.5.18

UM GIRO SEM SAL

A primeira semana do Giro trouxe-nos pouco espectáculo.
Etapas monótonas, estrelas fora de forma, poucas ou nenhumas revelações.
Apenas sinais de que Froome e Aru dificilmente conquistarão a prova, e de que a Scott, de Yates e Chaves, parece ser a equipa mais forte, enquanto Dumoulin parece aguardar pelo contra-relógio
Veremos o que acontece nas duas e decisivas semanas que se seguem.

2.5.18

IL GIRO


PERCURSO
ETAPAS

EQUIPAS

PALMARÉS

RECORDAR 2017

23.4.18

VENCEDORES 2018 - atualização


E TUDO JUNGELS LEVOU

Tem sido um padrão: ataque de longe, no grupo de favoritos ficam a olhar uns para os outros com receio não se sabe bem de quê, e o fugitivo acaba por se distanciar e ganhar.
Desta vez foi Bob Jungels, como havia sido Nibali em San Remo, Terpstra em Flandres e Sagan em Roubaix. 
E assim a Quick Step mostrou uma vez mais a sua força, que reside em apresentar-se com várias cartas passíveis de jogar. Ora Gilbert, ora Terpstra, ora Stybar, ora Alaphilippe, ora Lampaert. Agora Jungels.
Valgren, na Amstel, e justamente Alaphilippe na Fleche, completaram o trio de vencedores da semana das Ardenas.
Agora, venha o Giro!

13.4.18

ARDENAS - últimos anos


NOTA: Impressionantes os 9 triunfos de Valverde na Fléche e em Liége.

10.4.18

A MORTE DESCEU À ESTRADA

É impossível escrever o que quer que seja sobre o Paris-Roubaix de 2018, ignorando o que aconteceu com o jovem Michael Goolerts – que encontrou a morte aos 23 anos numa curva maldita.
Infelizmente, o Ciclismo continua a trazer momentos dramáticos como este. Os capacetes evitam muita coisa, mas esta não deixa de ser uma modalidade perigosa, e que hoje em dia coloca mais problemas aos competidores do que os próprios desportos motorizados.
Michael Goolerts tinha uma carreira pela frente. Era um bom contra-relogista e um prometedor ciclista de “clássicas”. Morreu a fazer o que mais gostava.
Neste contexto, a prova fica para segundo plano. Peter Sagan venceu, com um ataque à distância (a mais de 50 kms da meta), se bem que só na linha de chegada se livrou do persistente e surpreendente Silvan Dillier. O suíço resistiu da principal fuga do dia, e manteve-se na roda do campeão do mundo ao longo dos últimos troços de pavé. Conseguiu um brilhante segundo lugar, enquanto o pódio viria a ser fechado por Niki Terpstra (que voltou a evidenciar excelente forma).
Foi a primeira vitória de Sagan em Roubaix, e o seu segundo “monumento”, depois da vitória na Flandres de 2017.

5.4.18

PARIS-ROUBAIX 2018




Será que o "Inferno do Norte" vai consagrar a Quick Step? Será que Sagan conseguirá a sua primeira vitória nesta "Clássica"? Será que Van Avermat consegue bisar?
Todas estas perguntas terão resposta no próximo domingo, no velódromo de Roubaix, quando terminar a 116ª edição daquela que é, porventura, a mais mítica corrida velocipédica de um dia.
A transmissão da Eurosport começa logo às 10.00h da manhã, e estende-se até meio da tarde. Um regalo para quem gosta de ciclismo. Esperamos que a corrida corresponda em termos de espectáculo e emoção. 
Favoritos? Os de sempre: Sagan, Van Avermat e, sobretudo, a armada da Quick Step, com Gilbert, Terpstra e Stybar. 
Outsiders: Kristoff, Degenkolb, Demare, Stuyven, Naesen, Vandenbergh, Trentin, Moscon, Langeveld,  Boasson Hagen, Thomas e Vanmarcke.
Ones to watch: Cortina, Van Aert e Pedersen.


PERCURSO





 EQUIPAS




HISTÓRIA
Tudo começou assim, em 1896:

O primeiro vencedor: Josef Fischer

Os mais ganhadores de sempre: De Vlaeminck 4, Boonen 4, Merckx 3, Museeuw 3, Cancellara 3, Moser 3, Van Looy 3, Lapize 3 e Rebry 3
Todos os vencedores:

Últimos anos:
 2012
 2013
2014
 2015
2016

2017


RECORDAR 2017

3.4.18

TERPSTRA A TODO O VAPOR

O holandês da Quick Step, Niki Terpstra, juntou o Tour de Flandres ao Paris-Roubaix que já tinha no seu palmarés, conquistando assim os dois mais belos monumentos do ciclismo mundial. 
Já na presente temporada Terpstra havia triunfado em Samyn e em Harelbeke (duas clássicas belgas de prestígio), e as semelhanças entre tais vitórias e a deste domingo são significativas.
Tal como em Harelbeke, Sagan e Van Avermat pareceram temer-se um ao outro durante demasiado tempo, desvalorizando a força do holandês, enquanto Gilbert (colega de equipa de Terpstra) baralhava as perseguições e as expectativas. Se à primeira caem todos, à segunda não há grandes desculpas para os principais favoritos. Mas a verdade é que quando Peter Sagan tentou dar um ar de sua graça, ficou a sensação de que Van Avermat não tinha condições (leia-se: pernas) para o acompanhar. Seja como for, já nessa altura era tarde demais. Terpstra voava para a merecida vitória.
Destaque para Mads Pedersen, um jovem dinamarquês da Trek que sobreviveu da principal fuga do dia, acabando por chegar a Oudenaarde num brilhante segundo lugar - que de imediato lhe valeu uma renovação de contrato. Gilbert completou o pódio.
Agora, venha Roubaix. A Quick Step, com uma preparação a incidir claramente neste período da temporada, parece estar decidida a vencer uma vez mais. Novamente com Terpstra? Agora com Gilbert? Veremos.

27.3.18

VOLTA A FLANDRES 2018


EQUIPAS 


PALMARÉS


RECORDAR 2017



RECORDAR OUTROS MOMENTOS



VIDEO SOBRE A PROVA