20.9.17

MUNDIAIS 2017


AGENDA

FAVORITOS CRI m: Dumoulin, Froome, Roglic, Kwiatkovski, Dennis, Martin, Kiryenka e Bodnar
FAVORITOS EST m: Sagan, Van Avermat, Matthews, Hagen, Gilbert, Degenkolb, Kristoff e Alaphilippe

11.9.17

CALENDÁRIO 2017 - o que ainda falta correr


VENCEDORES 2017 - actualização


VUELTA 2017 - Um pequeno balanço

Este foi talvez o melhor ano de grandes voltas que tivemos de há muito tempo para cá. Giro, Tour e Vuelta foram provas entusiasmantes, que deixaram saudades.
De entre todas, a Vuelta terá sido a melhor, e muito graças a um irrequieto Alberto Contador, que dia após dia foi animando a estrada, mexendo com o pelotão, e dando a sensação de que poderia andar por cá durante mais uns anos.

Froome venceu, como se esperava, alcançando uma dobradinha que não se via desde Marco Pantani (então Tour e Giro). Controlou toda a corrida, e nem Nibali, nem os outros rivais o conseguiram jamais colocar em risco. Fica a dúvida sobre o que seria esta prova se Contador não tem perdido tanto tempo em Andorra:  Um duelo inesquecível? Ou a Sky não teria permitido tanta animação? Nunca se saberá.
Para além de Contador e Froome, outros destaques da Vuelta (cujo traçado correspondeu inteiramente à sua identidade) foram Matteo Trentin, com 4 vitórias de etapa, e Ilnur Zakarin que alcançou o primeiro pódio da sua carreira em grandes voltas.
Pela negativa, esperar-se-ia mais de Fábio Aru, bem como do nosso compatriota Rui Costa. Toda a Orica esteve mal, com Cheves e os gémeos Yates a ficarem fora do top 10.

7.9.17

VUELTA 2017 - Contador dá espectáculo

Jamais se saberá o que teria sido esta Vuelta caso Alberto Contador não tivesse tido as dores de estômago que o afectaram em Andorra. O que é certo é que "El Pistolero", ficando logo aí com uma desvantagem considerável nas contas da classificação geral, encetou uma recuperação notável - a qual, com seis top-10 nas últimas 8 etapas lhe valeu trepar, lugar após lugar, até à 5ª posição, ainda com esperanças no pódio de Madrid.
Com ataques sucessivos em quase todas as subidas, de quase todos os dias, Contador (o grande animador da prova) bem merecia uma vitória de etapa. E  podia ter sido em Los Machucos, não fora um surpreendente Denifl estragar-lhe as contas. Resta porventura o Anglirú, para que saia do ciclismo pela porta maior, sendo que o seu desempenho nesta Vuelta já atingiu o grau de dignidade que a sua carreira justificava..
Lá na frente, Froome continua com vantagem confortável, pese embora os sinais de fragilidade dados nesta última subida. Nibali está à espreita, mas 1,16 parece ainda demasiado tempo para poder alimentar o sonho de um triunfo.

28.8.17

VUELTA 2017 - Froome mostra quem manda

Na linha das edições anteriores, a Vuelta de 2017 não está a desiludir os fãs. Sobretudo nos finais de etapa tem havido emoção, e alguma incerteza. Porém, já deu para perceber que há um favorito que se destaca claramente: tal como no Tour, Chris Froome parece não deixar grandes esperanças à concorrência.
Nas principais subidas já ultrapassadas, só Chaves, e a espaços Contador, se mostraram à altura do britânico. Acontece que Chaves tem o problema do contra-relógio por disputar, e El Pistolero traz um triste handicap de dois minutos e meio perdidos em Andorra. Logo...
Veremos o que ditam os próximos dias, com montanha com fartura.

23.8.17

VUELTA 2017 - um primeiro olhar

Com apenas quatro dias de prova (dois sprints, um contra-relógio colectivo e uma etapa de montanha sem chegada em alto) é prematuro avançar com qualquer balanço objectivo.
As diferenças na frente são curtas, e ainda não se pode falar em favoritismo claro para ninguém, nem mesmo para o líder, Chris Froome.
O único dado relevante destes primeiros dias é a hecatombe de Contador em Andorra (mais uma...), que cedo o retirou das contas da geral. De resto, todos os restantes candidatos (além de Froome, também Nibali, Aru, Bardet, Chaves, irmãos Yates, Kelderman, Zakarin, Van Garderen e Barguil) estão no top 15, separados por menos de 1,30 entre eles.
A única etapa que permitiu tirar conclusões (justamente a de Andorra) mostrou Froome, Chaves, Bardet e Aru muito bem. Paradoxalmente, quem ficou para trás na subida acabou por recuperar e vencer a tirada (Nibali).
Quanto aos sprints, sem Sagan, Cavendish, Kittel, Greipel, Matthews, Kristoff, Groenewegen, Boasson Hagen, Demare, Bouhanni, Nizzolo ou Viviani, a Quick Step tem aproveitado para se impor. Primeiro num excelente trabalho colectivo que possibilitou a vitória de Lampaert. Depois com Trentin a vencer em Tarragona.

21.8.17

VUELTA 2017 - Antevisão


ETAPAS

 EQUIPAS

PALMARÉS

FAVORITOS

DESCUBRA AS DIFERENÇAS

 GEWISS 1994 - os (primeiros) anos da EPO

FC PORTO 2017

26.7.17

AGENDA

Não sabemos se todas estas provas terão transmissão televisiva. Mas a maioria delas será seguramente transmitida pela Eurosport.
Ainda temos três meses de ciclismo para desfrutar.

VENCEDORES 2017 (actualização)


24.7.17

UM OLHAR SOBRE O TOUR 2017

Os saudosistas do passado dirão que este Tour desiludiu, que não houve grandes diferenças entre favoritos, que os ataques escassearam, e que a Sky dominou mais uma vez sem resistências. Até podem ter razão, pois tudo isso foi, de facto, uma realidade. Mas num olhar mais pragmático, que leve em linha de conta o que é o ciclismo moderno, há que reconhecer que estas três semanas foram muito bem passadas.
Ataques como os da época de Merckx, por vezes em linha recta, sem equipas organizadas a defender, não mais voltarão a ver-se nas estradas francesas ou europeias. Os amantes da modalidade têm de se habituar a estes novos tempos, onde a táctica colectiva se sobrepõe, na maioria das vezes, à aventura individual, onde tudo é calculado ao milímetro, onde a tecnologia e a ciência imperam.
Para além desse pragmatismo, há que perceber que as forças já estão levadas ao limite, e a energia nem sempre (quase nunca…) sobra. Bardet fez o que pôde, e não tinha mais nada para dar. Quintana veio esgotado do Giro. Contador está na trajectória descendente da sua carreira. A partir de dada altura também Aru ficou sem pernas. Porte caiu. E tudo isto facilitou a vida da Sky e de Christopher Froome.
O britânico é o melhor e o mais regular. Ninguém ganha quatro Tours por acaso. E se o tivessem deixado (a equipa em 2012, e as quedas em 2014) já levava seis. Noutros anos terá sido mais espectacular, mas não deixou de ser eficaz, numa prova cujo traçado não favorecia significativas diferenças de tempo.
Para além de Froome, outros se destacaram. Nomes como Uran, Kittel, Mathews, Barguil ou Landa deixaram marca na competição. Cada um nos seus momentos, e pelos seus motivos, mostraram que se pode contar com eles. O basco até pareceu poder ir mais além, caso não tivesse de controlar os seus ímpetos na protecção ao chefe.
As etapas da primeira abordagem alpina e dos Pirenéus foram fantásticas. Do melhor que o ciclismo profissional nos ofereceu na última década. Já os Alpes da última semana desiludiram um pouco, criando uma espécie de anti-climax naquilo que estava a ser um verdadeiro regalo para os fãs. O balanço geral é, porém, bastante positivo, com muitos ingredientes interessantes, e muita esperança no futuro próximo.
Depois de um grande Giro, de um grande Tour, resta-nos esfregar as mãos e esperar pela Vuelta.

SINAL +  Froome, Sky, AG2R, Uran, Bardet, Kittel, Matthews, Barguil, Landa, traçado, público, segurança, Pirenéus, Sunweb, etapa de Chambery, Hagen, Dan Martin, Bodnar, paisagens, Yates, meninas do pódio e comentadores Eurosport

SINAL -  Quintana, Movistar, Contador, quedas, BMC, Katusha, atitude de Sagan, Bouhani, Galibier, pouca gente em Marselha, Chaves, Greipel, etapas em linha repetitivas, equipas convidadas, João Pedro Mendonça e Flecha

AS MELHORES IMAGENS DO TOUR 2017

















RESCALDO DO TOUR 2017

Figuras do Tour:

À partida para esta Volta a França, todas as casas de apostas apresentavam Chris Froome como o principal candidato à vitória final. O seu triunfo confirmou-se. Porém, poucos esperavam que este Tour fosse tão discutido como acabou por ser. Froome tremeu, mas resistiu e venceu o 4º Tour da sua carreira. Falta-lhe mais um para igualar Jacques Anquetil, Eddy Merckx, Bernard Hinault e Miguel Indurain.

Provavelmente, a maior surpresa do Tour 2017. A grande estrela colombiana Nairo Quintana desiludiu, mas Rigoberto Uran substituiu dignamente o seu compatriota. Uran não vacilou, acompanhando sempre os melhores e alcançando assim um inédito lugar no pódio final da mais importante corrida do mundo.

Bardet iniciou o Tour como a grande esperança francesa para terminar com um jejum que dura desde 1985 e durante as 3 semanas de prova tudo tentou para levar a melhor sobre os seus adversários, mas no final teve de se contentar com o terceiro lugar da Geral.

O sprinter alemão apresentou-se neste Tour em super-forma, arrecadando 5 etapas, algumas delas em circunstâncias bastante adversas. Kittel acabou por abandonar a prova na sequência de uma queda, desperdiçando assim uma boa oportunidade de conquistar a classificação por pontos.

Michael Matthews foi, também ele, um dos grandes protagonistas da 104ª edição da Volta a França. Venceu 2 etapas e, sem culpa nenhuma da saída de cena de dois fortes candidatos a ostentar a camisola verde em Paris (Sagan e Kittel), inscreveu o seu nome na lista de vencedores da classificação por pontos. O terceiro australiano a fazê-lo, depois de Robbie McEwen (3x) e de Baden Cooke.

4 minutos e 40 segundos perdidos em La Planche des Belles Filles mais 8 minutos e 47 segundos perdidos em Station des Rousses deitaram por terra as aspirações de Warren Barguil a lutar pelo pódio final. No entanto, o Tour acabou por ser sorridente para o francês da Sunweb, que levou consigo a camisola de melhor trepador e 2 vitórias de etapa, uma delas no dia nacional de França, algo que não acontecia desde 2005, por intermédio de David Moncoutié.

Momentos-Chave:

Apenas dois dias depois de Froome ceder a amarela a Aru nos 500 metros finais da chegada a Peyragudes, uma dura rampa final na etapa 14 fez Aru perder 25 preciosos segundos que devolveram a liderança ao britânico da Sky, quando nada o fazia prever.

Na última chegada em alto da Volta a França 2017, no mítico Izoard (2360m de altitude), Bardet ataca Froome com todas as forças que ainda lhe restavam, mas este consegue resistir e manter a amarela no seu corpo.

A derradeira chance de alterar o rumo desta Volta a França era o contra-relógio individual de Marselha, mas Froome não deu hipóteses à concorrência, ganhando inclusivamente tempo a todos os ciclistas do top 10. Apesar de perder o segundo posto para Uran, Bardet manteve um lugar no pódio final, 1 segundo apenas à frente de Landa.

Top 10 e os vencedores das várias classificações:



Etapa a Etapa:










CLASSIFICAÇÃO FINAL


1º FROOME
2º Uran a 0,54
3º Bardet a 2,20
4º Landa a 2,21
5º Aru a 3,05
6º Martin a 4,42
7º Yates a 6,14
8º Meintjes a 8,20
9º Contador a 8,49
10º Barguil a 9,25

PONTOS: Matthews
MONTANHA: Barguil
JUVENTUDE: Yates
COMBATIVIDADE: Barguil
EQUIPAS: Sky

ETAPA 21

Para além da vitória na etapa (obviamente uma das mais míticas para os homens do sprint), a única dúvida à partida para Paris prendia-se com a possibilidade, ou não, de Mikel Landa atacar o pódio – preso por apenas um segundo na sequência do contra-relógio marselhês. Essa dúvida foi desfeita ainda antes da entrada na Cidade-Luz, quando o próprio Landa brincou com a situação simulando uma tentativa de fuga. Os cumprimentos e brindes de champanhe entre os carros da Sky e AG2R também foram esclarecedores, e a tradição cumpriu-se: nada de ataques à geral.
Nos Campos Elísios, Andre Greipel não conseguiu manter a sequência de triunfos em grandes voltas. O jovem holandês Dylan Groenewegen foi mais forte, alcançando a maior vitória da sua carreira, e prometendo mais para o futuro.