15.10.18

2018 TODOS OS VENCEDORES

...falta apenas o Tour de Hainan.

ACABAR EM BELEZA

Nada como um excelente Giro di Lombardia para terminar a temporada em beleza. Thibaut Pinot confirmou o bom momento de forma que atravessa, escapando com Nibali, primeiro, e vendo-se livre dele, depois, conseguindo até ganhar-lhe tempo na descida - outrora o seu ponto mais débil.
O Tubarão de Messina conseguiu ainda assim manter o segundo lugar, tendo Dylan Theuns completado o pódio.
Pinot conclui assim uma das melhores semanas da sua carreira, durante a qual já havia vencido o Milano-Torino, e feito segundo lugar no Tre Valli Varesino.

8.10.18

O TÍTULO MAIS MERECIDO DE SEMPRE

Depois de vários segundos e terceiros lugares, Alejandro Valverde conseguiu, enfim, aquele que há muito era o seu maior objectivo de carreira: sagrar-se campeão do mundo.
Com um percurso a seu jeito, o espanhol deu uma demonstração de sabedoria táctica, arquitectando a sua vitória com todos os requintes de um verdadeiro campeão. E bem merecia.
Nas restantes posições de pódio ficaram Romain Bardet e o surpreendente Michael Woods. Tom Dumoulin, depois do fracasso relativo com a prata do contra-relógio (onde aspirava ao ouro e ficou atrás de Rohan Dennis), ficou uma vez mais à beira dos seus objectivos, quedando-se pelo quarto lugar.
Destaque para Rui Costa, que alcançou um brioso top-10.

24.9.18

OS MUNDIAIS MAIS DUROS DE SEMPRE

 PERCURSO

PALMARÉS ELITES
RECORDAR 2017

17.9.18

À SEGUNDA É DE VEZ

Depois da quebra repentina na antepenúltima etapa do Giro, quando ostentava a camisola rosa e parecia imparável rumo ao triunfo final, o britânico Simon Yates vingou-se na Vuelta.
A sua prestação foi bastante idêntica à que conseguira em Itália, com a diferença que desta feita não houve o tal dia mau. Yates levou a liderança até Madrid, mostrando uma tremenda superioridade, que, a sedimentar-se, pode torná-lo num caso sério nas próximas temporadas.
Globalmente esta edição da Vuelta foi salva por uma última semana interessante, depois de 15 dias insípidos. Uma vez mais confirmou-se que, ou há chegadas em alto, ou não há espectáculo.
Destaque para o jovem Enric Mas, que alcançou um surpreendente 2º lugar. Diz-se que pode ser o novo Contador, e a avaliar pelo seu desempenho nesta prova há que desconfiar que sim. Miguel Angel Lopez completou o pódio, repetindo o 3º lugar do Giro.
Pela negativa há que mencionar a Movistar, que hesitou tempo demais entre apoiar Quintana ou Valverde, acabando por perder em toda a linha, sem se perceber, afinal, qual dos dois estaria melhor. Talvez nenhum deles estivesse bem, mas não podemos esquecer que já no Tour a equipa se perdera dentro dos seus próprios equívocos.
Notas ainda para Rohan Dennis, Ben King, Elia Viviani e Thibaut Pinot, que, juntamente com Valverde, conseguiram bisar em etapas.
Fica o quadro final:

3.9.18

SEM SABOR

Cumprida a primeira semana, esta edição da Vuelta tem deixado a desejar.
É verdade que faltam Froome e Dumoulin (se olharmos para anos anteriores, também Contador, que garantia espectáculo). Mas parece-me que o traçado não ajuda.
A Vuelta foi ganhando tradição de ser uma prova muito dura, com sucessivas chegadas em alto. Era essa a sua magia, e foi por isso que nos últimos anos acabou por ser muitas vezes a melhor e mais espectacular das três grandes.
Este ano a organização terá decidido atenuar as dificuldades. Pelo menos até agora é o que parece, e mesmo as etapas categorizadas como montanhosas, foram insípidas e previsíveis.
Sem dureza, sem sprinters, sem o ritmo do Tour, sem a beleza paisagística do Giro, não resta muito à Vuelta, a não ser cumprir penosamente as três semanas de programa até ao fim.
Esperemos poder reformular esta opinião nos próximos dias. Mas, por agora, é isto, e apenas isto que há para dizer.
Ah..o camisola vermelha é...tenho de ir ver...Simon Yates.

28.8.18

VUELTA 2018


ETAPAS 

 EQUIPAS




NOMES A TER EM CONTA
Nibali, Lopez, Porte, Majka, Pinot, S.Yates, A.Yates, Quintana, Valverde, Uran, Zakarin, Kruijswijk, De la Cruz, Kelderman, Mollema, Aru, Carapaz, Formolo, Dennis e Izaguirre


VENCEDORES


RECORDAR 2017

MAIS DO MESMO

Pelo sexto ano consecutivo a Volta é ganha pela mesma equipa. Raul Alarcon bisou, demonstrando uma superioridade total, e arrecadando as duas etapas mais duras.
Espera-se mais competitividade em 2019.

1.8.18

AÍ ESTÁ A NOSSA VOLTA

ETAPAS



EQUIPAS

20 NOMES A DESTACAR
Raul Alarcon, Gustavo Veloso, Byron Guama, Rafael Reis, Joni Brandão, Alejandro Marque, Rinaldo Nocentini, Ricardo Mestre, Rui Vinhas, Vicente de Mateos, Luís Mendonça, David de La Fuente, Sérgio Paulinho, Edgar Pinto, Domingos Gonçalves, Daniel Silva, João Benta, António Barbio, Filipe Cardoso e António Carvalho


PALMARÉS


PEDAÇOS DE HISTÓRIA

30.7.18

UM VENCEDOR JUSTO NUM TOUR SEM CHAMA

Caiu o pano sobre mais uma edição do Tour, a qual consagrou um vencedor inédito, mas justo.
Não foi um grande Tour. Terá sido dos mais insípidos da última década, com um traçado infeliz, e equipas pouco imaginativas e pouco acutilantes.
Geraint Thomas foi o mais regular numa prova em que as grandes figuras não mostraram estar ao melhor nível. Froome e Dumoulin sentiram o Giro nas suas pernas, Bardet e Quintana apareceram sem ritmo, Nibali, Uran e Porte, em resultado de quedas, cedo ficaram fora da corrida.
Na incerteza sobre a participação de Froome, a Sky preparou convenientemente o galês para o caso de ter de tomar as rédeas da equipa em França. Com Froome em prova, durante algum tempo pensou-se que, mais tarde ou mais cedo o tetra-vencedor iria assumir a liderança da equipa e da corrida. Mas percebeu-se, sobretudo nas etapas dos Pirenéus, que Froome não recuperara totalmente o fôlego depois da vitória épica em Itália. Além de que, Geraint Thomas, como excelente contra-relogista, estaria sempre em boa posição para suportar o assalto final das oposições - leia-se, Dumoulin.
O resultado mostra que a aposta da Sky acertou em cheio. Caso tivesse gastado a bala Thomas, a equipa britânica ficaria à mercê de um Dumoulin cansado mas bastante resistente. 
Geraint Thomas deixa assim, aos 32 anos, o seu nome inscrito na história da prova gaulesa. Com todo o mérito, acrescente-se.
Sinal mais também para Primoz Roglic, que não fora um contra-relógio final um tanto decepcionante e poderia ter chegado a uma fantástica segunda posição (ficou-se por um também brilhante quarto posto). Destaques positivos igualmente para Alaphilippe (rei da montanha) e Sagan (mais uma camisola verde), bem como para Gaviria e Groenenwegen (com duas etapas cada), numa prova que foi madrasta para os sprinters, deixando-os quase todos arredados demasiado cedo.
No lote de desilusões figuram Quintana e Bardet (esperava-se muito mais de ambos), e também Kittel e Cavendish (que passaram quase anónimos pelas estradas do Tour 2018).
Que 2019 seja mais animado.


23.7.18

PARA ADORMECER

Do pior.
Nem as duas etapas alpinas disfarçam a total sensaboria desta edição do Tour. Infelizmente é uma tendência que se tem acentuado, sobretudo desde 2012 (anos Sky), mas talvez nunca, como este ano, as coisas tenham chegado ao ponto em que estão.
Não culpemos as equipas, que fazem o seu trabalho com o maior profissionalismo, de modo a defender os seus interesses. Cabia à organização, ela sim, estimular o espectáculo.
No ano anterior, a quase ausência de chegadas em alto até nem correu mal. Mas nesta edição não podia estar a correr pior. E, pensando bem, era natural que assim fosse. Chegados à última semana, quase nada aconteceu, e as etapas de sábado e domingo foram confrangedoras.
Sabemos que é difícil desenhar um traçado para uma prova como o Tour de France, obedecendo necessariamente a critérios desportivos, geográficos, económicos etc. Mas se a componente desportiva não for privilegiada, em breve as audiências irão ressentir-se, até porque Giro e Vuelta têm mostrado outra vitalidade.
Veremos o que dita o futuro (desde logo o desta própria edição). Esperemos que Thierry Gouvenou não venha a ser um dia responsabilizado pela decadência da prova francesa.

20.7.18

EU SHOW THOMAS

As duas últimas etapas alpinas trouxeram o espectáculo que até então andava totalmente arredado desta edição da Volta a França. E um protagonista destacou-se: o galês Geraint Thomas, duplo vencedor da Volta ao Algarve, e agora duplo triunfador dos Alpes, que começa a dar mostras de poder desafiar Chris Froome no interior da própria Sky.
Será interessante perceber até onde vai a aposta de Nicolas Portal neste seu pupilo, e até onde vai a tolerância de Froome para com esta espécie de "sublevação"" do seu lugar-tenente.
No Alpe d'Huez, Thomas teve comportamento irrepreensível na ajuda ao líder, mas acabou por mostrar estar mais forte no momento da chegada.
Até agora só falei da Sky? Pois é. A esquadria britânica tem dominado totalmente o pelotão.
Derrotados? Para já a Movistar, que tem hesitado entre proteger um Quintana totalmente fora de forma e apostar num Landa com muito mais frescura. 
Dumoulin continua na luta, tal como Bardet, e Nibali foi infelizmente para casa, na sequência de uma estranha queda montanha acima. 
Mas ninguém, a não ser Thomas, tem mostrado argumentos para dominar totalmente uma corrida como esta.

16.7.18

POUCO OU NADA PARA DIZER

Após uma primeira semana totalmente insípida, pouco ou nada haverá a dizer sobre o Tour 2018. Até a etapa de Roubaix, que prometia espectáculo, pouco mexeu na classificação, se exceptuarmos a desistência de Richie Porte, após queda nos quilómetros iniciais.
Tudo o resto tem sido enfadonho e previsível. Gaviria e Groenewegen têm dividido os sprints, com Kittel e Cavendish quase sempre fora de discussão. As únicas diferenças na Classificação Geral foram dadas pela queda do primeiro dia, e pelo contra-relógio colectivo do terceiro.
Depois de uma edição com pouca montanha, com pouca incerteza quanto ao vencedor final, mas ainda assim viva e entusiasmante, a organização desta vez decidiu abusar. Apenas três chegadas em alto ao longa das três semanas, etapas planas aos sábados e domingos, e um percurso monocórdico prometem muito mais sono do que espectáculo. E, como dissemos acima, nem o empedrado de Roubaix deu para grande coisa.
Veremos o que trazem os Alpes. Mas temo, francamente, que este Tour venha a ser para esquecer. O percurso é mau, as estrelas não parecem estar em grande forma, e as equipas mostram-se sem vontade de arriscar.

6.7.18

TOP 10 FAVORITOS


CHRIS FROOME

NAIRO QUINTANA

TOM DUMOULIN

ROMAIN BARDET

VINCENZO NIBALI

RICHIE PORTE

RIGOBERTO URAN

ALEJANDRO VALVERDE

ADAM YATES

ILNUR ZAKARIN

4.7.18

AÍ ESTÁ O TOUR



PERCURSO


ETAPAS



EQUIPAS


HISTÓRICO - todos os top 10

Clique na imagem para aumentar

RECORDAR 2017

28.5.18

CONTAS FINAIS



UM, DOIS, TRÊS, FROOME OUTRA VEZ

Foi à campeão que o britânico conquistou a sua terceira grande volta consecutiva.
Uma etapa deslumbrante (porventura a melhor corrida ciclista da última década), com passagem pelo Colle delle Finestre e chegada a Bardonechia, foi suficiente para Froome trepar até à primeira posição, e deixar todos os rivais para longe. Enfim, todos menos um, pois Dumoulin ainda deu luta até ao dia seguinte.
Froome atacou no início da subida para Finestre, a mais de 80 km da meta, e já ninguém lhe pôs a vista em cima. Deixou o holandês a mais de 3 minutos, enquanto o anterior camisola rosa, Simon Yates - que tinha dominado toda a prova até então - passava por um dia mau, chegando à meta com quase 40 minutos de atraso, e hipotecando todas as chances de triunfar em Roma.
Logo aí Chris Froome vestiu a camisola da liderança. E no dia seguinte apenas necessitou de gerir a sua vantagem, em momento algum se vendo ameaçado por quem quer que fosse.
Depois do Tour e da Vuelta, Froome ganha a sua terceira volta consecutiva, alcançando assim um registo só ao nível das grandes lendas da modalidade. Veremos o que sucede com o processo que tem pendente, esperando e fazendo votos para que não venha a ser necessário reescrever toda esta história.

22.5.18

FESTIVAL YATES

Três etapas e meia, e liderança destacada, parecem ser sinais de que o Giro de 2018 terá um nome bem definido. Simon Yates tem ainda um contra-relógio com que se debater, mas à entrada da última semana começa a ser difícil tirar-lhe a camisola rosa.


14.5.18

UM GIRO SEM SAL

A primeira semana do Giro trouxe-nos pouco espectáculo.
Etapas monótonas, estrelas fora de forma, poucas ou nenhumas revelações.
Apenas sinais de que Froome e Aru dificilmente conquistarão a prova, e de que a Scott, de Yates e Chaves, parece ser a equipa mais forte, enquanto Dumoulin parece aguardar pelo contra-relógio
Veremos o que acontece nas duas e decisivas semanas que se seguem.

2.5.18

IL GIRO


PERCURSO
ETAPAS

EQUIPAS

PALMARÉS

RECORDAR 2017