13.4.18

ARDENAS - últimos anos


NOTA: Impressionantes os 9 triunfos de Valverde na Fléche e em Liége.

10.4.18

A MORTE DESCEU À ESTRADA

É impossível escrever o que quer que seja sobre o Paris-Roubaix de 2018, ignorando o que aconteceu com o jovem Michael Goolerts – que encontrou a morte aos 23 anos numa curva maldita.
Infelizmente, o Ciclismo continua a trazer momentos dramáticos como este. Os capacetes evitam muita coisa, mas esta não deixa de ser uma modalidade perigosa, e que hoje em dia coloca mais problemas aos competidores do que os próprios desportos motorizados.
Michael Goolerts tinha uma carreira pela frente. Era um bom contra-relogista e um prometedor ciclista de “clássicas”. Morreu a fazer o que mais gostava.
Neste contexto, a prova fica para segundo plano. Peter Sagan venceu, com um ataque à distância (a mais de 50 kms da meta), se bem que só na linha de chegada se livrou do persistente e surpreendente Silvan Dillier. O suíço resistiu da principal fuga do dia, e manteve-se na roda do campeão do mundo ao longo dos últimos troços de pavé. Conseguiu um brilhante segundo lugar, enquanto o pódio viria a ser fechado por Niki Terpstra (que voltou a evidenciar excelente forma).
Foi a primeira vitória de Sagan em Roubaix, e o seu segundo “monumento”, depois da vitória na Flandres de 2017.

5.4.18

PARIS-ROUBAIX 2018




Será que o "Inferno do Norte" vai consagrar a Quick Step? Será que Sagan conseguirá a sua primeira vitória nesta "Clássica"? Será que Van Avermat consegue bisar?
Todas estas perguntas terão resposta no próximo domingo, no velódromo de Roubaix, quando terminar a 116ª edição daquela que é, porventura, a mais mítica corrida velocipédica de um dia.
A transmissão da Eurosport começa logo às 10.00h da manhã, e estende-se até meio da tarde. Um regalo para quem gosta de ciclismo. Esperamos que a corrida corresponda em termos de espectáculo e emoção. 
Favoritos? Os de sempre: Sagan, Van Avermat e, sobretudo, a armada da Quick Step, com Gilbert, Terpstra e Stybar. 
Outsiders: Kristoff, Degenkolb, Demare, Stuyven, Naesen, Vandenbergh, Trentin, Moscon, Langeveld,  Boasson Hagen, Thomas e Vanmarcke.
Ones to watch: Cortina, Van Aert e Pedersen.


PERCURSO





 EQUIPAS




HISTÓRIA
Tudo começou assim, em 1896:

O primeiro vencedor: Josef Fischer

Os mais ganhadores de sempre: De Vlaeminck 4, Boonen 4, Merckx 3, Museeuw 3, Cancellara 3, Moser 3, Van Looy 3, Lapize 3 e Rebry 3
Todos os vencedores:

Últimos anos:
 2012
 2013
2014
 2015
2016

2017


RECORDAR 2017

3.4.18

TERPSTRA A TODO O VAPOR

O holandês da Quick Step, Niki Terpstra, juntou o Tour de Flandres ao Paris-Roubaix que já tinha no seu palmarés, conquistando assim os dois mais belos monumentos do ciclismo mundial. 
Já na presente temporada Terpstra havia triunfado em Samyn e em Harelbeke (duas clássicas belgas de prestígio), e as semelhanças entre tais vitórias e a deste domingo são significativas.
Tal como em Harelbeke, Sagan e Van Avermat pareceram temer-se um ao outro durante demasiado tempo, desvalorizando a força do holandês, enquanto Gilbert (colega de equipa de Terpstra) baralhava as perseguições e as expectativas. Se à primeira caem todos, à segunda não há grandes desculpas para os principais favoritos. Mas a verdade é que quando Peter Sagan tentou dar um ar de sua graça, ficou a sensação de que Van Avermat não tinha condições (leia-se: pernas) para o acompanhar. Seja como for, já nessa altura era tarde demais. Terpstra voava para a merecida vitória.
Destaque para Mads Pedersen, um jovem dinamarquês da Trek que sobreviveu da principal fuga do dia, acabando por chegar a Oudenaarde num brilhante segundo lugar - que de imediato lhe valeu uma renovação de contrato. Gilbert completou o pódio.
Agora, venha Roubaix. A Quick Step, com uma preparação a incidir claramente neste período da temporada, parece estar decidida a vencer uma vez mais. Novamente com Terpstra? Agora com Gilbert? Veremos.

27.3.18

VOLTA A FLANDRES 2018


EQUIPAS 


PALMARÉS


RECORDAR 2017



RECORDAR OUTROS MOMENTOS



VIDEO SOBRE A PROVA

26.3.18

PRINCIPAIS VENCEDORES - actualização


PARA ABRIR O APETITE

Pela terceira vez, Peter Sagan ganhou a Gent-Wevelgen. Num sprint bastante numeroso, esperava-se que Viviani, ou Demare, pudessem superiorizar-se. Mas o campeão do mundo não estava pelos ajustes, e mesmo em circunstâncias teoricamente adversas pedalou para a vitória.
A temporada do eslovaco não estava a ser particularmente brilhante, mas esta vitória devolve-o aos grandes palcos, abrindo enormes expectativas para o Tour de Flandres, a correr já no próximo fim-de-semana.
Depois da vitória em Harelbeke, com Terpstra, a Quick Step não logrou repetir o triunfo com Viviani. Culpa de Sagan...

VELHOS SÃO OS TRAPOS

Tal como o vinho do Porto, Alejandro Valverde parece melhorar com a idade. E à semelhança da temporada passada – mais tarde infelizmente interrompida com a grave queda no Tour -, começa a ganhar em todos os terrenos. A ganhar tudo, ou quase tudo.
Na Volta à Catalunha, o murciano deu espectáculo, triunfando com grande clareza. Duas etapas abrilhantaram a vitória final - que nunca pareceu estar em causa.
Há que destacar também a corrida do jovem Bernal, que caiu já em Montjuic, quando ocupava o 2º lugar na classificação geral, e ainda sonhava com um triunfo final.
Nairo Quintana acabou por herdar a vice-liderança, num impressionante um-dois da Movistar. Pierre Latour completou o pódio.

19.3.18

VOLTA À CATALUNHA

ETAPAS


EQUIPAS


FAVORITOS
Quintana, Valverde, Aru, Pinot, Chaves, A.Yates, S.Yates, Gesink, Martin, Van Garderen...

PALMARÉS

SURPRESA NO ALENTEJO

Luís Mendonça do Louletano, alcançou, aos 32 anos, a maior vitória da sua carreira, conquistando a Alentejana de 2018.
Mesmo sem vencer qualquer etapa, o ciclista da equipa algarvia andou sempre na frente, e foi conseguindo, segundo a segundo, posicionar-se face ao triunfo final em Évora.
Uma enorme surpresa, numa prova que, infelizmente, não teve o tratamento televisivo que merecia.

TUBARÃO DE TODAS AS ÁGUAS

Vincenzo Nibali vencer não é propriamente novidade. Já o fez no Tour, no Giro, na Vuelta, e em várias outras corridas ao longo da sua brilhante carreira. Fazê-lo numa "Clássica" onde o terreno favorece normalmente os sprinters já é de notar. 
Com um ataque extraordinário, gerido com enorme maturidade, Nibali deixou toda a gente para trás na subida (e descida) do Poggio, e a vantagem alcançada chegou para cortar a meta em primeiro.
Sem dúvida uma das maiores vitórias do "Tubarão de Messina".
Ao fim de alguns anos de uma certa previsibilidade, a San Remo de 2018 trouxe-nos, por fim, o encanto de um ataque à antiga. Uma prova de 300 km, quase toda ela plana, e dadas as características tácticas do ciclismo moderno, tende a ser aborrecida e previsível. Pensei nisso ao ver esta edição. Até ao Poggio. Até Nibali resgatar a Milano-San Remo da sua monotonia habitual, e alcançar um extraordinário triunfo.
Ewan e Demare completaram o pódio, com Peter Sagan a ser a maior desilusão.
Nota ainda para a aparatosa queda de Cavendish, felizmente sem as consequências que se chegaram a temer.

14.3.18

O PRIMEIRO MONUMENTO



PERCURSO 

EQUIPAS

FAVORITOS
Kwiatkowski, Sagan, Viviani, Trentin, Kristoff, Demare, Kittel, Hagen, Van Avermat, Gilbert, Alaphilippe e Matthews



PALMARÉS


RECORDE 2017

AÍ ESTÁ A ALENTEJANA!

Grande novidade deste ano: a dupla etapa do penúltimo dia, com um contra-relógio individual na parte da tarde em Castelo de Vide.

SUPER KWI

O ex-campeão mundial Michal Kwiatkowski, exibindo a mesma super-forma que já lhe permitira conquistar a Volta ao Algarve, e que lhe abre espaço a séria candidatura a grande parte das “Clássicas” da Primavera,  levou para casa, e para a Sky, a edição deste ano do “Tirreno-Adiático”.
O pelotão era fortíssimo (Froome, Nibali, Dumoulin etc), o que abrilhanta a vitória do simpático corredor polaco – que, apanhando-se na liderança, não desperdiçou os seus dotes de contra-relogista para selar o triunfo no último dia.
Não se percebe é que esta prova continue a coincidir nas mesmas datas do Paris-Nice, o que não favorece ninguém, prejudicando sobretudo os adeptos. Aqui na casa, e com outras coisas para fazer, privilegiou-se a prova francesa (talvez, também, por tem começado primeiro), na ausência de tempo para seguir as etapas das duas competições.

E NICE DEU SURPRESA

Numa excelente e bastante movimentada edição do Paris Nice, a vitória final sorriu ao jovem espanhol Marc Soler (mesmo sem que tenha vencido qualquer etapa).
Uma aposta táctica perfeita no último dia, e total regularidade até então, fez valer o maior triunfo da ainda curta carreira daquele que muitos dizem ser o sucessor de Alberto Contador.
Simon Yates acabou por ser o principal derrotado, quando partira para a última etapa em posição privilegiada para segurar a camisola amarela da liderança. E os irmãos Izaguirre, numa incrível queda conjunta, na sequência da qual as bicicletas ficaram presas uma a outra como siamesas, comprometeram, nesse momento infeliz, as suas aspirações. Acabaram em 3º (Gorka) e 4º (Jon).
Destaque ainda para Luís Leon Sanchez, grande animador durante a semana, e que resistiu até onde pôde, mas com uma sétima etapa menos conseguida, não foi capaz de repetir o triunfo de 2009.

6.3.18

PARIS NICE 2018



ROTA


ETAPAS

EQUIPAS

HISTÓRIA

ALGARVIA PASSO A PASSO

 1-LAGOS: Groenewegen

2- FÓIA: Kwiatkowski

3-LAGOA:Thomas

4-TAVIRA: Groenewegen

5-MALHÃO: Kwiatkowski


VENCEDOR: Kwiatkowski